terça-feira, 11 de novembro de 2025

Pra sempre sempre acaba!

Ninguém é você! Que merda, ninguém é você e ninguém sou eu, e sei lá o que isso significa pra você! Meu silêncio é maior que Saturno e dói mais que dente cariado ou bater o dedinho na beirada do sofá. Que merda, eu tô te ouvindo na porra da minha playlist inteira! Seu silêncio é ensurdecedor, faz mais barulho que um raio cortando uma árvore e que o tsunami que devasta cidades inteiras. Que porra! Por que essa merda não podia ser simples? Por que a gente teve que ir embora? Por quê? Os pinguins ficam pra sempre. É irreversível, é irreparável e é triste pra caralho. Tem uma casa, tem móveis, mas não tem a porra da sua cara linda olhando pra mim no corredor. Não vai ter você na minha cama me desejando como quem sente fome, nem ficando brava porque eu esqueci alguma coisa. Não vai ter uma briga pelo seu buquê, muito menos uma criança com meus olhos correndo pela casa como você queria. Você dizia que queria com meus olhos. Você deve casar, amar e realizar tudo isso com outra pessoa. O destino foi cruel com a gente. Cruel demais. Cruel como as pessoas me tratam diariamente, como um pedaço de nada. Às vezes, ou quase sempre, eu fico me perguntando que caralhos eu estou fazendo aqui. Não realizei absolutamente nada, nada, nada do que eu já sonhei quando ainda havia em mim a capacidade e a possibilidade do sonho. Eu sei que tá cheio de palavras chulas, acho que estou tendo um surto de raiva. Destino do caralho! Não vai ficar tudo bem. Você disse que ficava, eu disse que não ia embora. E agora? Faço o quê com meu coração fibrilando na palma da minha mão? Engulo ele e me amo por dentro? Não vou escrever mais nessa merda que ninguém lê e que, na real, não tá me salvando de nada. Só tapando buraco, igual um copo que quebra e a gente tem a ilusão de que pode colar e enchê-lo novamente. Você não sabe o que eu sinto e eu não sei o que você sente. E assim nos despedimos para sempre. Um “para sempre” que era nosso, mas jamais poderia ser. Angelina

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