segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ela é mais que um sorriso tímido de canto de boca, dos que você sabe que ela soube o que você quis dizer.


Caio Fernando Abreu.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Nostalgia


Acordei com uma nostalgia de ser um ''par''. Sabe aquelas coisas mínimas? Um torpedo ao amanhecer , com aquele bom dia quase sonolento , ligações desesperadas em meio as madrugadas longas e do outro lado da linha ouvir alguém com voz terna '' era só pra ouvir sua voz''. Sabe … a falta de ter alguém largado ali no meu colchão nos finais de semana com aquele sorriso cheio de felicidade apenas por estar ali ao meu lado de mãos entrelaçadas,é falta de ter alguém até mesmo para curtir as preguiças rotineiras dos finais de semana. Liberdade demais enjoa , falo liberdade de ser um só. Você acorda e não tem nem a quem pensar e começa a perceber o quanto os dias vão se tornando vazios e quase sem sentido, começa a não querer mais as baladas que só duram um dia, e no dia seguinte você acorda e ai? Não existe nada, apenas uma noite que parecia perfeita e PUF' acabou. As pessoas adoram gritar por aí ''SOU SOLTEIRA(o)'' , analisando que solteiro = solto que frustrante ser solto, não ter porto, viver a deriva, como é bom você ter um colo aconchegante para se deitar e pedir um cafuné, se sentir seguro no meio daqueles braços, aí que nostálgico acho que estou precisando de um' pinguim ' rs. Você sabia que quando um pinguim acha seu par, eles ficam juntos a vida inteira?

Angelina
"Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes.



Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.


Nos perguntamos: "Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?" Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?...Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você.


E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo".






(Discurso de posse, em 1994)










Nelson Mandela

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Racionais?

Me peguei analisando os meus achados e perdidos de palavras soltas e pensamentos misturados . Meu Deus, quanta sentimentalidade e melancolia , outro dia me disseram que '' os melhores poetas são tristes'', deveras são e não há como esquecer que todos eles foram infelizes em seus amores quase abstratos. E sabe de uma coisa meu caro? Sentimentalidade assusta , sem que possamos perceber o seu excesso de sentimentos pesa, quase sempre a quem você dedica e ao mesmo tempo a falta disso também pesa, engraçado não é? Ou seria trágico? Daí você pensa ' vestirei a minha armadura e pronto' e aos poucos você vai percebendo que é uma tentativa tão furada. Acredite .. sufocar sentimentos é perda de tempo , luta de gigantes e você sabe que o sorriso de canto de boca dele e olhos hipnóticos nunca perderam uma batalha sequer, a batalha que foi travada ai dentro do seu eu. Chega uma hora em que você para, e começa a perceber que existem várias oportunidades ao seu redor, pessoas querendo entrar arrastar os móveis e fazer moradia , sabe-se que mudanças são sempre difíceis ainda mais quando a sua ''casinha'' foi arquitetada e decorada com tanto cuidado, recolher os potinhos coloridos recheados de incensos e sorrisos que ele deixava espalhados pela casa , doar aquela camisa preferida preenchida com aquele cheiro de floral de jasmim, que ele esquecera propositalmente para os dias de solidão, esquecer as noites mal dormidas e as manhãs repletas de gestos manhosos e preguiças que os faziam ficar de pijama quase o dia inteiro . Vou deixando as sentimentalidades de lado, e partindo para a racionalidade confesso que me achando uma completa idiota por estar me tornando tão racional.

Angelina


''Todas as pessoas muito racionais amam menos e sonham pouco. Os sensíveis sofrem mais, mas amam mais e sonham mais (Trecho do Livro Nunca Desista dos Seus Sonhos).

Augusto Cury
Então quero que você venha para deitar comigo no meu quarto novo, para ver minha paisagem além da janela, que agora é outra, quero inaugurar meu novo estar-dentro-de-mim ao teu lado, aqui, sob este teto curvo e quebrado, entre estas paredes cobertas de guirlandas de rosas desbotadas. Vem para que eu possa acender incenso do nepal, velas da suécia na beirada da janela, fechar charos de haxixe marroquino, abrir armários, mostrar fotografias, contar dos meus muitos ou poucos passados, futuros, possíveis ou presentes impossíveis. Dos meus muitos ou nenhuns eus. Vem para que eu possa recuperar sorrisos, pintar teu olho escuro com kol, salpicar tua cara com purpurina dourada, rezar, gritar, cantar, fazer qualquer coisa, desde que você venha, para que meu coração não permaneça esse poço frio sem lua refletida. Porque nada mais sou além de chamar você agora, porque não tenho medo e não estou sozinho, porque não, porque sim, vem e me leva outra vez para aquele país distante onde as coisas eram tão reais e um pouco assustadoras dentro da sua ameaça constante, mas onde existe um verde imaginado, encantado, perdido. Vem, então, e me leva de volta para o lado de lá do oceano de onde viemos os dois.”

Vem, que eu quero te mostrar o papel cheio de rosas nas paredes do meu novo quarto, no último andar, de onde se pode ver pela pequena janela a torre de uma igreja. Quero te conduzir pela mão pelas escadas dos quatro andares com uma vela roxa iluminando o caminho para te mostrar as plumas roubadas no vaso de cerâmica, até abrir a janela para que entre o vento frio e sempre um pouco sujo desta cidade. Vem, para subirmos no telhado e, lá do alto, nosso olhar consiga ultrapassar a torre da igreja para encontrar os horizontes que nunca se vêem, nesta cidade onde estamos presos e livres, soltos e amarrados. Quero controlar nervoso o relógio, mil vezes por minuto, antes de ouvir o ranger dos teus sapatos amarelos sobre a madeira dos degraus e então levantar brusco para abrir a porta, construindo no rosto um ar natural e vagamente ocupado, como se tivesse sido interrompido em meio a qualquer coisa não muito importante, mas que você me sentisse um pouco distante e tivesse pressa em me chamar outra vez para perto, para baixo ou para cima, não sei, e então você ensaiasse um gesto feito um toque para chegar mais perto, apenas para chegar mais perto, um pouco mais perto de mim.”



quarta-feira, 25 de maio de 2011

Fernanda Mello


'''Eu já passei da idade de ter um tipo físico de homem ideal para eu me relacionar. Antes, só se fosse estranho (bem estranho). Tivesse um figurino perturbado. Gostasse de rock mais que tudo. Tivesse no mínimo um piercing (e uma tatuagem gigante). Soubesse tocar algum instrumento. E usasse All Star. Uma coisa meio Dave Grohl. Hoje em dia eu continuo insistindo no quesito All Star e rock´n roll, mas confesso que muita coisa mudou. É, pessoal, não tem jeito. Relacionamento a gente constrói. Dia após dia. Dosando paciência, silêncios e longas conversas. Engraçado que quando a gente pára de acreditar em “amor da vida”, um amor pra vida da gente aparece. Sem o glamour da alma gêmea. Sem as promessas de ser pra sempre. Sem borboletas no estômago. Sem noites de insônia. É uma coisa simples do tipo: você conhece o cara. Começa, aos poucos, a admirá-lo. A achá-lo foda. E, quando vê, você tá fazendo coraçãozinho com a mão igual uma pangaré. (E escrevendo textos no blog para que ele entenda uma coisa: dessa vez, meu caro, é diferente''

terça-feira, 24 de maio de 2011

video

As chaves

A dias a minha necessidade, vem sendo dizer o quanto eu gosto, amo , preciso de você parece-me tão assustador dizer olha cara :'' eu amo você'', assim mesmo sem nada oculto nas entrelinhas, com estrelinhas na cabeça e incontáveis borboletas que parecem dançar por todo meu corpo, quando você se aproxima , tenho me mantido aqui nessa distância de segurança ou seria insegurança?Até onde eu toco você? Eu te toco?







Teu cheiro parece passear por entre os ares , que me acompanham, você tem cheiro de intensidade, teus olhos são cobertos de mistérios inalcançáveis , parece um passarinho de olhos brilhantes, de asas soltas e destino incerto sem um porto pra voltar ao amanhecer .






Devo acreditar no que seus olhos me dizem? E aquelas palavras que escapam quando o etílico se mistura ao doce do seu sangue? Ou na sua posição desapegada, em sua distancia estabanada e seus silêncios doloridos?Não quero gritar nada, entenda que meu amor anda silencioso


anda tudo sob controle por aqui. E na verdade eu sei no que devo acreditar, e é na sua posição desapegada, no que me diz a sua razão.




O fato é, guardei tudo em uma caixinha colorida, tranquei e joguei as chaves fora, as copias... estas estão debaixo da sua porta, tentei entrega-las em mãos mas ela estava fechada, quando quiser abri-la, esteja a gosto , coração! Demasiadamente



Angelina

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Idiota!

Tenho trabalhado tanto, mas sempre penso em vc. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assenta e com mais força quando a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos…



Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?


Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.


Mas se você tivesse ficado, teria sido diferente?


Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente?


Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.


Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina.


Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.


Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim. Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis.


. . . E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim – para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura."






É eu amo voce, amo mesmo, longe , perto.. amo assim sem pedir nada em troca,acreditando ou não.

http://www.youtube.com/watch?v=d5d4TRe_7c0

O que é mesmo?

Passei a ocupar meus dias pensando sobre o que, afinal, é isso que todo mundo enche a boca pra chamar de amor, como se fosse algo simplificado: defina em meia dúzia de frases, é fácil, querida. É fácil? Pois a querida não entende como uma palavrinha simples formada por apenas duas vogais e duas consoantes pode absorver um universo de sensações contraditórias, diabólicas, insensatas, incandescentes e intraduzíveis. O que é amor? Já tentei explicar a mim mesma e, por mais que tente, jamais conseguirei atingir a essência dessa anarquia que dispensa palavras.

Consideração

Consideração











Já tinha um mês e resolvi ir nessa festa com cara de festa que você vai. Toda pessoa de cabelo cheio que entrava eu achava que era você. Assim como acho quando estou na rua, no supermercado, na fila do cinema, dormindo. Virei uma caçadora de pessoas cacheadas. Virei uma caçadora de você em todas as pessoas. Então você chegou na festa. E eu apenas sorri e sorri e sorri. Porque era isso. Eu queria te ver apenas. A dor numa caixinha embaixo dos meus pés e eu mais alta pra poder te abraçar sem dor, perto da sua nuca e por um segundo. Eu te acho bonito de formas tão variadas e profundas e insuportáveis. Eu vejo você parecendo um leãozinho no fundo da festa. Suando e analisando. O rei escondido escolhendo a presa que não vai atacar. Com sua eterna tristeza cheia de piadas afiadas. Suas facas afiadas de graças para defender as tristezas que nadam baixas nos seus olhos de quem não quer fazer mal. Mas faz. Seus olhos. Em volta um riozinho melancólico e no centro o sol feliz e novinho chegando. E tudo isso vem forte como um soco de buquê de flores de aço no meu estômago.






E eu quero ir até você e te dizer que eu sei que você desmaia quando faz exame de sangue. E como eu gosto de você por isso. E como eu queria tirar todo meu sangue em pé pra você jamais cair. E como eu gosto de você por causa do e-mail que você mandou pro seu amigo com problemas. Como gosto quando você lembra de alguém e precisa demonstrar naquela hora porque tem medo da frieza das suas distrações. Suas listas de culturas e atenções. Os vasinhos. Os vasinhos coloridos da cozinha me matam. A história do milagre que te salvou da queda da estante. Você arrepiado falando em anjos. Essas suas delicadezas em detalhes dormem e acordam comigo. Acariciam e perfuram meu peito vinte e quatro horas por dia. Uma saudade dos mil anos que passamos, ou das três semanas. A loucura de gostar tanto pra tão pouco ou simplesmente a loucura de tanto acabar assim. Fora tudo o que guardei de você, me restou a consideração que você guardou por mim. Sua ligação depois, quando me encontra. Sua mão estendida. Sua lamentação pela vida como ela é. Sua gentileza disfarçada de vergonha por não gostar mais de mim. A maneira que você tem de pedir perdão por ser mais um cara que parte assim que rouba um coração. Você é o mocinho que se desculpa pelo próprio bandido. Finjo que aceito suas considerações mas é apenas pra ter novamente o segundo. Como o segundo do meu nariz na sua nuca quando consigo, por um segundo, te abraçar sem dor. O segundo do seu nome na tela do meu celular. O segundo da sua voz do outro lado como se fosse possível começar tudo de novo e eu charmosa e você me fazendo rir e tudo o que poderia ser. O segundo em que suspiro e digo alô e sinto o cheiro da sua sala.






Então aceito a sua enorme consideração pequena, responsável, curta, cortante. Aceito você de longe. Aceito suas costas indo. Aceito o último cacho virando a esquina. O último fio preso no pé da minha cama. Não é que aceito. Quem gosta assim não come migalhas porque é melhor do que nada, come porque as migalhas já constituem o nó que ficou na garganta. Seus pedaços estão colados na gosma entalada de tudo o que acabou em todas as instâncias menos nos meus suspiros. Não se digere amor, não se cospe amor, amor é o engasgo que a gente disfarça sorrindo de dor. Aceito sua consideração de carinho no topo da minha cabeça, seu dedilhar de dedos nos meus ombros, seu tchauzinho do bem partindo para algo que não me leva junto e nunca mais levará, seu beijinho profundo de perdão pela falta de profundidade. Aceito apenas porque toda a lama, toda a raiva, todo o nojo e toda a indignação se calam para ver você passar.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

http://www.youtube.com/watch?v=EYwWNbGYW7c&feature=related
“É incrível que, quando tenho em mente um projeto tão arriscado, me preocupem tais ninharias!”, cogitava ele com um sorriso singular. “É axiomático...Tudo está nas mãos de um homem e ele o deixa escapar por covardia. Estou propenso a crer que o que mais tememos é o que nos tira nossos hábitos. Mas a ando só a divagar e é por divagar tanto que nada faço. É verdade que eu poderia aduzir mais esta razão: é porque nada faço que divago tanto. Há um mês que me acostumei a falar a sós, parado num canto dias inteiros, preocupado com disparates.”

terça-feira, 17 de maio de 2011

"Mentirosa, mentirosa, mentirosa, mentirosa! Vocês não sabem nada, o amor é. Ele simplesmente É! Não podem fazê-lo desaparecer, é a razão de estarmos aqui. É o topo da vida. E, quando você chega ao topo e olha para todos lá em baixo está preso nele para sempre, pois se tentar mover-se, você cai, você cai..."


domingo, 15 de maio de 2011

''E a parte que te toca, não me cabe tocar não. Desculpe, desapontamentos, ando com olhos de ressaca; Vou-me agora, achando que já vou tarde."

sábado, 14 de maio de 2011

Retroceder

Espalhei -me ao vento , feito ondas devastadoras os pedaços de mim pareciam derrubar tudo que surgia no caminho. Enfileirados sonhos se desmoronavam , feitos castelos de areia, palavras e gestos surgiam como em um retrocesso. RETROCEDER , não era mais possível já havia tudo sido embalado e levado pelo caminhão de mudança, levara tudo .. todos os móveis , flores, cheiros,roupas, fotografias ,até o seu sorriso que costumava estar pelos cantos da casa. As lembranças ,há estas já dormiam um sono profundo e vez ou outra , perturbava meus sonhos como se fossem ''dejavus precoces''.SENTIMENTO? Eu não sinto nada, parece estar tudo dormente, ACREDITAR? Em nada em absoluto, retiro -me da roda viciosa em que me instalei , estes joguinhos de flores, mal me quer bem me quer? Não estes não me atraem, aliás as cartas de seus jogos parecem repetidas e furadas. A palavra 'amor', já se tornou um clichê sabemos que nossas vidas são recheadas de clichês, mas meus caros esta jamais poderia ter se tornado um, aprenda a força de um ''eu te amo'' para depois deixa-lo escapulir por entre suas palavras. SER FELIZ? É possível ser feliz sem um par?até na dança da solidão , precisa -se de dois. SOLIDÃO, não confunda liberdade com solidão, ser LIVRE não é ser SÓ.PERDÃO, está sim pode ser confundida ou até mesmo substituída por AMOR, sabe aquela pessoa que você vive perdoando? Acredite é a pessoa que você mais ama. SEGURANÇA, quando se sentir seguro nos braços de alguém , faça dele sua moradia. Só encoste seus lábios nos meus , se não for embora ao amanhecer, não roube a minha solidão se for me dar sua companhia , por metades e encontros adiados repletos de vazios e silêncios , RAZÃO, as vezes é preciso deixa-la um pouco de lado, vá para AÇÃO. É melhor ser frustrado por ter feito e não ter dado certo, do que não ter feito e não saber no que poderia dar. Amo sim, mas me cansei, tranquei e as chaves estão perdidas.

Angelina

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Uma dose de tequila

E o sono que não vem?Uma virada de tequila, uma virada de noite, parece tudo tão fora de lugar, ou um teatro onde os personagens se misturam, onde as cenas parecem fora de foco.Parece tudo tão desinteressante, forçado , forjado, vazio,as pessoas se sentam em rodas de tristezas , pedem uma bebida e se sentem ''felizes'',por alguns instantes.'.Confusões', está palavra é traiçoeira quando você se dá conta da força dela, já está levando uma vida sem expectativas, isso .. voce dorme e acorda sem esperar nada da vida ou de alguém.As coisas parecem estar embaralhadas dentro de mim, onde eu não posso dar as cartas, como poderia? se nem as tenho para jogar sobre a mesa.São sorrisos, cheiros, sensaçoes , palavras, e eu? onde eu estou?. E N D U R E C I D A, palavra constante no vocabulário daqueles que me rodeiam, doce engano meus caros,é preciso ir muito além de meus olhos,muito além de minhas frases mudas, bicho acuado talvez caia melhor. Hoje me sentei a beira de uma estrada, em uma posição quase fetal, apoei a cabeça em minhas mãos tremulas e vazias, é isso as mãos estão vazias, o coração descompasado , já não acompanha o tic tac do relogio, ele bate quase em silencio.. baixinho, pareço não mais escuta-lo, essas coisas todas que a armadura e muros altos, não te deixam ouvir.Sentei-me aqui em minha cama sempre tão vazia, a cidade dorme, o escuro prevalece, escuro, escuro dentro de mim parece estar escurecendo,apenas um restinho de luz, que teima em ficar por aqui,é memoria pois o que a memoria ama fica eterno, fica? ficará? restará?.. AMOR..palavra bonita não é? ou seria dolorida?Sufocar amor, calar amor,matar amor.Existe ''desamar?'' acho que seria' DESACREDITAR'..pensar ou agir?AÇÃO tenho repetido isso 24h , mas minha alma parece estar adormecida, como em contos de fada, não me ouve.CHORAR, para quem não tem mais lágrimas, quase como procurar agua em deserto. ADORMECER, o mundo dos sonhos parece tão mais absoluto, ENTRELAÇAR? faltam mãos e dedos. REPOUSAR,só se for meus olhos sob os seus, vontade de gritar amor aos 4 cantos do mundo,SABE GRITAR , TE AMO CARALHO, mas estou muda,seca,perdida,adormeci aqui nesse buraco escuro, e ninguém mais poderá me ouvir.


Angelina

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Recolher-se

"Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta. Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambigüidade e mutação, este silencio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos."



Lya Luft


domingo, 8 de maio de 2011

A Raça dos Desassossegados

À raça dos desassossegados pertencemos todos, negros e brancos, ricos e pobres, jovens e velhos, desde que tenhamos como característica desta raça comum, a inquietação que nos torna insuportavelmente exigentes com a gente mesmo e a ambição de vencer não os jogos, mas o tempo, este adversário implacável.



Desassossegados do mundo correm atrás da felicidade possível, e uma vez alcançado seu quinhão, não sossegam: saem atrás da felicidade improvável, aquela que se promete constante, aquela que ninguém nunca viu, e por isso sua raridade.


Desassossegados amam com atropelo, cultivam fantasias irreais de amores sublimes, fartos e eternos, são sabidamente apressados, cheios de ânsias e desejos, amam muito mais do que necessitam e recebem menos amor do que planejavam.


Desassossegados pensam acordados e dormindo, pensam falando e escutando, pensam ao concordar e, quando discordam, pensam que pensam melhor, e pensam com clareza uns dias e com a mente turva em outros, e pensam tanto que pensam que descansam.


Desassossegados não podem mais ver o telejornal que choram, não podem sair mais às ruas que temem, não podem aceitar tanta gente crua habitando os topos das pirâmides e tanta gente cozida em filas, em madrugadas e no silêncio dos bueiros.


Desassossegados vestem-se de qualquer jeito, arrancam a pele dos dedos com os dentes, homens e mulheres soterrados, cavando uma abertura, tentando abrir uma janela emperrada, inventando uns desafios diferentes para sentir sua vida empurrada, desassossegados voltados pra frente.


Desassossegados desconfiam de si mesmos, se acusam e se defendem, contradizem-se, são fáceis e difíceis, acatam e desrespeitam as leis e seus próprios conceitos, tumultuados e irresistíveis seres que latejam.


Desassossegados têm insônia e são gentis, lhes incomodam as verdades imutáveis, riem quando bebem, não enjoam, mas ficam tontos com tanta idéia solta, com tamanha esquizofrenia, não se acomodam em rede, leito, lamentam a falta que faz uma paz inconsciente.

Desta raça somos todos, eu sou, só sossego quando me aceito.





Martha Medeiros





"Há coisas
minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir'