segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Quem vai saber

Quando você aprende que ninguém pode te salvar e que você não quer ser a escolha de ninguém, e sim a oração, a prece ou um pedido para uma estrela cadente, um pedido ao soprar a vela de aniversário, mas nunca, jamais uma opção, você não aceita mais as mesmas coisas, porque passa a se olhar com o mínimo que seja de amor. Eu também sou uma grande perda e um bilhete premiado, por que não? Não aceitar menos do que merece. Eu também mereço. Se não tiver ninguém do outro lado da rua, foda-se, sei atravessar sozinha. Pode ter alguém orando por mim todos os dias, esperando que eu a cruze em uma esquina qualquer, na fila do mercado ou apenas em um esbarrão despretensioso ou não, quem poderia saber? Se libertar é também se permitir o movimento. Como diz a música do Baco, só envenena água parada. Então, se movimenta. Me preguem na cruz, coloquem fogo, quem liga? Posso ser a vilã da sua história ou o amor da sua vida. Quem vai saber?

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