quarta-feira, 11 de junho de 2025

Saudade

Que saudade de você. Uma saudade quieta e, ao mesmo tempo, barulhenta dentro de mim. Saudade de riozinho calmo, de chuva de verão… e, de repente, cachoeira, tempestade com raios e trovões. Saudade de te ver chegar e acreditar, no fundo, que você jamais partiria. Do seu sorriso bonito, céu de fim de tarde com cores que ninguém consegue descrever, só sentir. Saudade do seu olhar de águia — atento, livre — e, ao mesmo tempo, daqueles gatinhos mansos, domesticados, que se aninham no peito da gente. Saudade de você sendo você. Saudade de você na janela, de você existindo, de saber que amanhã te veria, e depois, e depois, e depois… E sempre, e sempre… Saudade de você. Angelina.

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