domingo, 11 de maio de 2025

Te escrevi

 Oi. Te escrevi ontem. Sim — escrevi páginas. Mas você ainda não sabe disso. Espero que, se a vida me permitir e eu conseguir permanecer, possa te entregar em mãos em breve. Assim eu desejo. Só espero não perder o papel até lá com a mudança e sabe que gostaria que me ajudasse a escolher os detalhes da casa nova, mas eu te espero . Acredita que está escrito à mão? Um pouco ultrapassado, talvez. Mas tomara que você não pense isso.


Quem sabe eu leia pra você… ou talvez não, porque tenho vergonha. Talvez eu só te entregue e peça pra que leia quando eu não estiver tão perto.


Por que te escrevi? Nem sei direito. Só senti que precisava. Mas tem um detalhe importante: só posso te entregar, ou te ler, quando — e se — eu estiver melhor. É estranho, né? Logo isso.. que merda… Mas é a parte inegociável.


Quero estar longe desse quarto que mais parece a torre tão, tão distante. Mas se você quiser ficar aqui algumas vezes, tudo bem. Aliás, quero que fique. Pra sempre, se puder.


Eu vou tentar melhorar, tá bom? Por mim. Porque quero saber o final da minha história, sem interrupções antes da hora mas se não conseguir o que te escrevi virará poeira estelar .



. Quero te encontrar depois da tempestade e te dar o abraço mais esperado e mais demorado que já existiu.


“Já tá na cara que cê é minha

Cara-metade, a verdade é que você notou…

Que não compensa ficar sozinha

Na festa cheia de alma vazia, meu amor.”🎶


Angelina.

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