sábado, 25 de setembro de 2021
Fé
Certo dia falava com minha avó sobre fé, então ela me contou uma história! Quando meu pai e meus tios saiam ela não conseguia dormir enquanto eles não chegassem em casa, comentando isso com uma amiga ela perguntou para minha avó se ela não tinha fé em Deus, minha avó foi logo respondendo que sim, então a amiga retrucou ela dizendo que a fé dela então era muito fraca! Desde esse dia minha vó dormiu antes que eles chegassem em casa! Ela entendeu que fé é dormir antes dos filhos chegarem pois você tem a certeza que eles voltarão ! Angelina Dias
sábado, 11 de setembro de 2021
Pequena história
Eu amei. Tu, não amou. Ela,sim. Nós, nos perdemos. Vós, eu não sei. Elas,sim. Angelina Dias
terça-feira, 7 de setembro de 2021
Luto!
O luto me abateu no dia 15 de julho de 2018 ás 7 horas da manhã de um domingo de férias! Ele socou meu estômago e eu fiquei sentada na cama parada sem reação por muitos minutos que pareciam uma eternidade..Ver o nome dele escrito por completo na sala de velório também me paralisou, pela primeira vez na vida eu não conseguia dar um passo sequer naquela direção do adeus. Ver minha avó ali sentada no vazio completo que ele deixou em nós parecia me quebrar os ossos e esmagar meu coração. Também pela primeira vez na vida eu consegui ir beijar e acariciar alguém que não estava mais com sua alma ali, beijar a sua carequinha era como se eu dissesse pode ir em paz, mesmo
quinta-feira, 14 de janeiro de 2021
Eu não sei
Hoje acordei com uma vontade de chorar, chorar feito cachoeira descendo rio abaixo. Chorar pelo que se foi, pessoa, momento ou tempo.Chorar pelo hoje que massacra meu coração e o meu juízo parecendo um elefante sentado no peito, há vezes que quase nem respiro.Chorar pelo amanhã incerto ,certeiro?Eu não sei! Eu não sei. Angelina Dias
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
''A vida contemporânea cheia de regras e adestramento fez com que houvesse uma padronização completa das pessoas, de tal maneira que todos se comportam do mesmo modo, falam das mesmas coisas, se vestem mais ou menos do mesmo jeito, possuem as mesmas ambições, compartilham dos mesmos sonhos, etc. Ou seja, as particularidades, as idiossincrasias, aquilo que os indivíduos possuem de único, inexistem diante de um mundo tão pragmático e controlado.
Vivemos engaiolados, tendo sempre que seguir o padrão, que se encaixar em normas pré-determinadas, como se fôssemos todos iguais. Sendo assim, a vida acaba se transformando em uma grande linha de produção, em que todos têm que fazer as mesmas coisas, ao mesmo tempo e no mesmo ritmo, de modo a tornar todos iguais, sem qualquer peculiaridade que possa definir um indivíduo de outro e, por conseguinte, torná-lo especial em relação aos demais.
Somos enjaulados em vidas superficiais e nos tornamos seres superficiais, totalmente desinteressantes, inclusive, para nós mesmos. Sempre conversamos sobre as mesmas coisas com quer que seja, ouvindo respostas programadas pelo padrão, o qual nos torna seres adequados à vida em sociedade.
Entretanto, para que serve uma adequação que transforma todos em um exército de pessoas completamente iguais e chatas, que procuram sucesso econômico, enquanto suas vidas mergulham em depressões?
Qual o sentido de adequar-se a uma sociedade que mata sonhos, porque eles simplesmente não se encaixam no padrão? Uma sociedade que prefere teatralizar a felicidade a permitir que cada um encontre as suas próprias felicidades. Uma sociedade que possui a obrigação de sorrir o tempo inteiro, porque não se pode jamais demonstrar fraqueza. Uma sociedade que retira a inteligência das perguntas, para que nos contentemos com respostas rasas. Então, por que se adequar?
Os nossos cobertores já estão ensopados com os nossos choros durante a madrugada. O choro silencioso para que ninguém saiba o quanto estamos sofrendo. Para manter a farsa de que estamos felizes. Para fazer com que mentiras soem como verdade, enquanto, na verdade, não temos sequer vontade de levantar das nossas camas.
O pior de tudo isso é que preferimos vidas de silencioso desespero a romper com as amarras que nos aprisionam e nos distanciam daquilo que grita dentro de nós, esperando aflitamente que o escutemos, a fim de que sejamos nós mesmos pelo menos uma vez na vida sem a preocupação de agradar aos outros.
Somos uma geração com medo de assumir as rédeas das próprias vidas. E, assim, temos permitido que outros sejam protagonistas destas. É preciso coragem para retomá-las e viver segundo aquilo que arde dentro de nós, mesmo que sejamos vistos como loucos, pois só assim conseguiremos sair das depressões que nos encontramos. É preciso sacudir as gaiolas, já que, como diz Alain de Botton: “As pessoas só ficam realmente interessantes quando começam a sacudir as grades de suas gaiolas”. E, sobretudo, é preciso ser inadequado, porque não se adequar a uma sociedade doente é uma virtude.
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Erick Morais



