domingo, 9 de agosto de 2026

Deus

O que as pessoas veem geralmente é a pontinha do iceberg, e isso poupa muita coisa, mas também pesa demais. Ninguém, absolutamente ninguém, além do que é espiritual, tem a menor noção do sofrimento que eu estou passando. Estou aos prantos, supermedicada, e muita gente acha que eu não tento ou que, porque eu me forço a trabalhar e ir para a faculdade, coisas que eu não sei até quando vou conseguir fazer, até cair em uma cama de vez. É como se a corda estivesse amarrada no pescoço. Não gosto de misturar ciência com espiritualidade, mas parece que, quanto mais eu tento, mais alguém fica enfurecido, e fica insustentável, insuportável sobreviver. E eu não posso parar, mas talvez eu seja parada. Meu coração está doendo tanto, mas tanto, que parece que, de fato, ele vai explodir, como se uma bomba-relógio estivesse dentro dele. Tic-tac, tic-tac. Pedi para a minha mãe: “Mãe, para mim dizem que oração de mãe tem muito poder.” Não queria que ela soubesse, mas eu preciso dela, porque, se eu não tiver, eles não existem chances para mim. É uma tristeza tão profunda que parece um luto eterno, como se eu tivesse perdido meu avô agora, por exemplo. Eu não sei mais o que fazer. Coloco a máscara das obrigações, mas parece que ela está caindo. Queria poder deitar no colo de Deus nesse momento e pedir, com amor, que Ele me levasse com Ele. Assim é mais aceitável, menos julgador, menos doloroso e traumático. Deus…

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