quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
Exaustão
Comprei uma pulseira dos sete nós na Chapada. Outro dia ela arrebentou do nada, mas eu amarrei de novo e, adivinha, arrebentou de novo. Chegou outra há menos de uma semana, com uma figa pendurada, e a figa soltou do nada e caiu no chão. Dizem que é proteção contra inveja. Aí eu fico pensando: inveja de quê? Meu corpo de fato chegou à exaustão. Estou custando a me levantar para ir trabalhar, fico tentadíssima a ficar na cama, mas ok, eu vou, e tem muita coisa para fazer. Não nego trabalho e, sem querer ser metida, tudo que me proponho a fazer eu faço muito bem feito. Mas estou cansada, muito cansada.
Acho que descobri que a máquina do tempo realmente existe. Enquanto voltava para casa no Uber, olhei para o céu ouvindo Emicida e voltei para a época em que eu deitava no chão e ficava horas olhando as nuvens. Eu voltei de fato, dei uma desligada por alguns segundos. Foi tão bom, mesmo que tenha durado tão pouco. Mas voltei para o corpo exausto. Sonhei com você.
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