domingo, 5 de outubro de 2025
Não, este não é um texto bonito de amor. Os domingos reacendem com força brutal o vazio, as ausências e, sobretudo, a tristeza mete o pé na porta e me derruba na cama, onde eu tenho vontade de me afundar no colchão até desaparecer.
Tenho tentado, e todo mundo em volta acha que eu estou melhor, mas é nesses dias como hoje e quase a semana inteira com o coração apertado na minha caixa torácica e um choro embargado que eu vejo e sinto que ainda estou no mesmo lugar. Eu ainda quero desaparecer e, neste momento, a ansiedade, entrelaçada com a tristeza, me abate, e acho que eu nem seria algo bonito como um ponto luminoso, uma conchinha na beira do mar, uma arara voando, o sol se despedindo... Não seria bonito. Não haveria absolutamente nada além da tristeza lacerante e do vazio que talvez eu deixasse: uma carta ou talvez não. O que eu poderia dizer?
Nada poderia consolar ninguém. Dessa vez, deságuo ainda meio contida, mas não fiz voltar as lágrimas ou parar o tsunami que me engole inteira. Eu entendi que eu sempre tive medo de ser abandonada, e talvez seja assim que eu me sinta. Mostro para os meus que eu estou melhor, convivendo mais, falando mais... Me sinto uma farsa porque, depois, é assim que fico: no meu vazio completo. Dizem que existe “a melhora da morte”, e eu acredito nisso porque já vivenciei muitos casos em hospitais ou em pessoas próximas!
Que merda! Eu odeio estar só, mas não deixo ninguém se aproximar de mim. As pessoas tentam de alguma forma puxar assunto, me conhecer, e o corte é seco! Eu não confio mais em ninguém, e parece que eu nunca mais vou sentir conexão ou segurança com quem quer que seja. Engole o choro e vai dormir, que amanhã bem cedo você tem que trabalhar e ser produtiva, mesmo não querendo existir!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário