No fundo de tudo o mundo, no fundo do
fundo do meu coração, no fundo daquilo que
não foi, do fundo ao fundo do que não era,
do mais fundo do fundo o que não será.
Do fundo profundo dos meus olhos castanhos,
do fundo mais fundo da dor,
do imenso buraco fundo em que caí,
do fundo o corpo de uma pena,
do fundo mais fundo no umbigo do mundo
mas que a corda, alcança.
No fundo do meu silêncio moram
todas as palavras do mundo.
Do fim de tudo que, no fundo, não me alcança mas me lança.
Do fim do mundo que mora em mim.
– Angelina
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