quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

''A vida contemporânea cheia de regras e adestramento fez com que houvesse uma padronização completa das pessoas, de tal maneira que todos se comportam do mesmo modo, falam das mesmas coisas, se vestem mais ou menos do mesmo jeito, possuem as mesmas ambições, compartilham dos mesmos sonhos, etc. Ou seja, as particularidades, as idiossincrasias, aquilo que os indivíduos possuem de único, inexistem diante de um mundo tão pragmático e controlado.


Vivemos engaiolados, tendo sempre que seguir o padrão, que se encaixar em normas pré-determinadas, como se fôssemos todos iguais. Sendo assim, a vida acaba se transformando em uma grande linha de produção, em que todos têm que fazer as mesmas coisas, ao mesmo tempo e no mesmo ritmo, de modo a tornar todos iguais, sem qualquer peculiaridade que possa definir um indivíduo de outro e, por conseguinte, torná-lo especial em relação aos demais.


Somos enjaulados em vidas superficiais e nos tornamos seres superficiais, totalmente desinteressantes, inclusive, para nós mesmos. Sempre conversamos sobre as mesmas coisas com quer que seja, ouvindo respostas programadas pelo padrão, o qual nos torna seres adequados à vida em sociedade.


Entretanto, para que serve uma adequação que transforma todos em um exército de pessoas completamente iguais e chatas, que procuram sucesso econômico, enquanto suas vidas mergulham em depressões?


Qual o sentido de adequar-se a uma sociedade que mata sonhos, porque eles simplesmente não se encaixam no padrão? Uma sociedade que prefere teatralizar a felicidade a permitir que cada um encontre as suas próprias felicidades. Uma sociedade que possui a obrigação de sorrir o tempo inteiro, porque não se pode jamais demonstrar fraqueza. Uma sociedade que retira a inteligência das perguntas, para que nos contentemos com respostas rasas. Então, por que se adequar?


Os nossos cobertores já estão ensopados com os nossos choros durante a madrugada. O choro silencioso para que ninguém saiba o quanto estamos sofrendo. Para manter a farsa de que estamos felizes. Para fazer com que mentiras soem como verdade, enquanto, na verdade, não temos sequer vontade de levantar das nossas camas.


O pior de tudo isso é que preferimos vidas de silencioso desespero a romper com as amarras que nos aprisionam e nos distanciam daquilo que grita dentro de nós, esperando aflitamente que o escutemos, a fim de que sejamos nós mesmos pelo menos uma vez na vida sem a preocupação de agradar aos outros.


Somos uma geração com medo de assumir as rédeas das próprias vidas. E, assim, temos permitido que outros sejam protagonistas destas. É preciso coragem para retomá-las e viver segundo aquilo que arde dentro de nós, mesmo que sejamos vistos como loucos, pois só assim conseguiremos sair das depressões que nos encontramos. É preciso sacudir as gaiolas, já que, como diz Alain de Botton: “As pessoas só ficam realmente interessantes quando começam a sacudir as grades de suas gaiolas”. E, sobretudo, é preciso ser inadequado, porque não se adequar a uma sociedade doente é uma virtude.

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Erick Morais

terça-feira, 24 de novembro de 2020

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Senhora!

                Escrevo para você  que vi o medo na falta de suas palavras hoje, vi a falta de esperança em teus olhos,  vi que não queria mais lutar só queria ir pra casa e ficar em paz, a senhora pedia socorro com o olhar.  Eu peço perdão, por não ter lhe pegado nos braços te apertado com amor e levado para onde quisesse ir, sei que essa doença tem roubado teus dias, e eu gostaria de poder devolver cada um deles mas não posso! Seja forte minha querida, queira viver, queira estar aqui amanhã, vamos pegar de volta todos os dias que ela te roubou? A senhora é importante, é amada, nós queremos que vença essa batalha!  Não trocamos nem uma palavra, mas meu coração e minha alma choraram por você, teus olhos me doeram da cabeça ate as pontas dos pés!
                                                                             
                                                                                             Com amor...    Angelina Dias
Mergulhei no abismo de teus olhos de mar e encontrei até girassóis.
Eu viveria ali no fundo de teu mar
eu morreria ali, no fundo de teu mar!

                                     Angelina Dias
 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ama-se pelo tom da voz ao dizer seu nome.
Ama-se pela paciência quando seu dia está ruim.
  Ama-se pelo cheiro da respiração.
  Ama-se pelo abraço demorado..
   Ama-se por acompanhar ao cinema, mesmo quando o filme não faz seu tipo.
  Ama-se pelo cafuné nos dias de insônia.
     Ama- se ao dividir a batata frita.
        Ama-se ao perdoar os erros.
         Ama-se ao emprestar o casaco, mesmo quando se está com frio.
          Ama-se pelo cheiro no cangote.
            Ama-se pelo beijo macio.
              Ama-se quando não se desiste do outro.                                                                                      Ama-se por ter ficado quando todos já se foram.
                                                                                                                                                                                                                                                           Angelina Dias
Te amei quando te vi
quando ficou
amei ate quando se foi!
                                Angelina Dias