quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Arte!

"Marcas de lágrimas no sofá para lembrar dos olhos que não voltam. Todo abraço acaba, eu me diminuía pra caber nos seus braços. Eu sou tão idiota, passou da hora de eu voltar pra mim. Eu tô com saudade de mim mesmo (saudade de mim mesmo), dos lugares que não conheço só porque me prendi no lugar errado. Me contaram as mentiras que ouviram sobre mim e, mesmo sabendo que é falso, quase cheguei a acreditar. Eu percebi: eu fui deixando de viver só pelo medo de errar. Hoje procuro alguém pra me ajudar a pecar um pouco. Mal posso esperar pra morrer de amor de novo.” Caralho, Baco, que álbum foda. Incrível como a arte nos move, nos salva, nos movimenta. Arte de todo tipo: na natureza vivíssima, na pintura que ninguém mais vai fazer igual, na música, no mover do corpo, nas palavras, nos seus olhos. Você sabia que as digitais são moldadas pelos movimentos do feto e sua interação com a bolsa amniótica, o que garante que cada impressão digital seja única, até mesmo em gêmeos idênticos? Deus nos fez arte puríssima. O dançar dos pássaros, dois corpos embolados, alguém chorar na sua frente porque confia em você para tal coisa — eu acho isso profundíssimo. Chorar na frente de alguém é mais íntimo que fazer amor. Mas os olhos… olhos vistos bem de perto ou com a luz do sol refletindo neles são mais bonitos do que o quadro de Gustav Klimt, O Beijo. Quando eu era mais jovem, eu acreditava realmente que moravam borboletas no estômago e, quando a gente gostava de alguém, elas batiam suas asas e dava aquele friozinho. Como pode isso? Quem mais no mundo será que já acreditou nisso? Comprei uma meia de Noite Estrelada, de O Beijo, da Mona Lisa, de O Grito. Enfim, tem arte até nos pés. Imagine só nas retinas. Tenho certeza de que a retina fotografa cada detalhe do que vemos e que isso fica gravado eternamente. O que é visto nunca mais poderá ser desvisto. Eu sou intensa até quando não quero ser, tentando ser racional, trabalhando isso com amor por mim. Mas eu sou profunda, tenho apreço pelo amor. Você já foi chamada de “meu amor”? Caramba, que arte. Angelina

Nenhum comentário:

Postar um comentário