quinta-feira, 24 de julho de 2025

A pior verdade que você podia ouvir olha só que ironia era que eu te amava. Eu te amava com os olhos, com a boca, com as mãos, com o coração. Te amava inteira, mesmo quando me deixava em pedaços. Te amava como uma mãe que escuta, pela primeira vez, o coração do filho bater dentro dela genuíno, frágil, infinito. Você queria ouvir, mas eu te amei… amando. Dizer “eu te amo”, qualquer um diz. Mas eu te amei na raiz do amor, no tronco, nas folhas mais altas das copas, nas ondas gigantes de Nazaré, e no riacho calmo que serpenteia o fundo da fazenda. Eu te amei como no furacão, e como na paz do canto de um pássaro livre. Que ironia, não é? Eu amava você. — Angelina

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