terça-feira, 20 de agosto de 2024

Caju

 Hoje eu ouvi (Caju da Liniker) umas 30 vezes pelo menos, o álbum inteiro está lindo, profundo, poesia pura! Chego em casa com meu pé de caju com cajus enormes vermelhinhos, do nada CAJUS. E um trecho da música me tocou com mais profundidade: “Quando eu alçar o voo mais bonito da minha vida

Quem me chamará de amor?

De gostosa, de querida?

Quem vai me esperar em casa? Polir a joia rara?

Ser o pseudofruto, a pele do caju?”. Quem vai ser? Que rosto terá? Será que suas mãos serão pequenas? Que cor terão seus olhos? Eles serão meigos? Ela será gentil? Será que o cabelo dela vai ter cheiro de limão fresquinho? Será que, só de nos olharmos, nos sentiremos voltando para casa? Lembrei de um textinho que fala mais ou menos assim: “Quando Pedro voltou, foi como se todas as luzes da casa se acendessem” Será que ela vai gostar que eu leve café na cama? Será que ela vai me fazer cafuné?! Espero que sim e espero muito mais! Espero que sejamos pacientes uma com a outra, honestas, melhores amigas para sorrirmos de coisas bobas e sermos abraços nos dias mais frios e difíceis que a vida trouxer, que sejamos quentes como o sol do meio-dia, mas que também possamos dançar na chuva, sentir o calorzinho do sol se despedindo aonde quer que estejamos, seja na praia ou na varanda de casa! Quem estará quando eu alçar o voo mais bonito da minha vida? Angelina Dias.


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